A MN esteve à conversa com o CEO da Fenabel

A MN esteve à conversa com o CEO da Fenabel

 

Líder no mercado de fabrico de cadeiras, a Fenabel distingue-se pelo serviço e produtos únicos que disponibilizam aos seus clientes. A MN esteve à conversa com Mário Leite, CEO da empresa, para saber mais sobre a história e o que faz da marca um grande sucesso.

 

Como e quando surgiu a Fenabel?

Mário Leite: A Fenabel é uma empresa de cariz familiar, que começou em 1992 com os quatro irmãos e com da junção de Fernando e Abel formou-se a nomenclatura da empresa. Começou desde cedo pela dedicação a cadeiras e conseguiu crescer até 1999. Depois houve uma transformação na sociedade com a saída dos meus irmãos e entrou uma nova sócia. A empresa teve sempre como foco a exportação e esse objetivo tem sido uma aposta crescente. Sempre olhamos para a exportação como o futuro. Em 2002 voltamos a crescer nesse sentido, até à participação em feiras, das quais se destaca a Isaloni, onde fizemos 12 anos de participação nesta edição.

Considera que o momento em que foi para as feiras foi crucial?

ML: Não considero crucial. Os nossos clientes muito exigentes ajudaram-nos a melhorar todos os dias. Já as feiras Internacionais deram-nos outra visão do mercado. O sucesso da Fenabel é uma soma de fatores. A empresa tem crescido igualmente com aposta no design de produto, aumento do dep. de qualidade, com aposta no dep. de marketing entre outros.

Como vê a reputação de serem considerados como alfaiates das cadeiras?

ML: Sempre fomos muito versáteis. Estivemos ligados a escolas de design e a projetos de diferentes que ajudaram a consolidar o nome que temos hoje, e essa mesma reputação. A possibilidade de darmos oportunidade ao cliente de criar peças únicas ajudou também nesse sentido porque o cliente tem o sonho e nós o tornamos realidade. Além do nosso produto muito próprio, facilmente identificável no mercado como algo Fenabel, também é importante ter o serviço ao cliente, para o mesmo saber que tem um parceiro que torna realidade o que quer.

É, por isso, um serviço personalizado?

ML: Sim. Muito ligado à empresa, às emoções e à vivência com o cliente e com os fornecedores, que também são muito importantes para nós.

Que novidades vão apresentar a curto prazo? 

ML: Entramos agora numa nova fase, decidida este ano, com uma unidade de 6000m2 que começou a ser construída no início deste ano, à entrada de Rebordosa. Numa primeira fase, visa dar melhores condições de trabalho aos cerca de 100 colaboradores, pelo maior espaço disponível, e numa segunda fase potenciar o crescimento geral da empresa. 

Onde se encontra o mercado da Fenabel?

ML: Essencialmente é dentro da Europa, como Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Holanda. Temos também vindo a apostar nos últimos anos no mercado dos Estados Unidos da América e Canadá, que achámos muito interessantes. Se as taxas cambiais não se alterarem muito, tornar-se-á uma aposta maior principalmente tendo em conta esta cultura geral mundial de largar a China em termos de produção.

A exportação significa quanto para a empresa?

ML: Cerca de 80 por cento de faturação.

E em Portugal, como está a Fenabel?

ML: A marca está bem-conceituada no nosso país. Portugal está na moda e já é reconhecido internacionalmente, como por exemplo no mercado norte-americano, como um país de mobiliário de qualidade. Mas não só, tem ainda popularidade no calçado e no turismo. Fala-se muito do Porto e Lisboa. Era também preciso que outras zonas começassem a aproveitar esta reputação. Temos marcas excelentes, com reconhecimento mundial. Há muitas empresas como a Fenabel em Portugal, felizmente, que dão orgulho ao nosso país. 

Quais são os vossos parceiros nacionais? 

ML: Trabalhámos muito com fábricas de mobiliário. Vendemos cá, mas são clientes que depois exportam. Por isso exportamos na realidade cerca de 90 por cento. Também trabalhamos o segmento Contract, que por sua vez vende produção para hotéis e restaurantes.

Relativamente aos últimos 25 anos, e à aposta da inovação para o futuro, o que distingue a Fenabel no mercado?

ML: O espírito Fenabel. Temos de manter a equipa motivada todos os dias e vender não pelo preço, mas pela proximidade ao cliente, pelo serviço, por ter bons “players” a jusante e a montante. Esta ligação é algo que nunca abandonaremos.

Pretende posteriormente alargar o mercado para outros locais?

ML: Vendemos para cerca de 35 países, um pouco por todo o mundo. Vendemos para Angola, Tunísia, Japão, Coreia, Rússia, Israel, Chipre, Nova Zelândia, Austrália. Mas pretendemos sobretudo cimentar os nossos mercados, antes de arriscar. 

Que conselho daria aos empreendedores portugueses que estão a pensar entrar neste mercado?

ML: Ninguém consegue singrar sem ter sacrifícios e riscos. É preciso dedicação à causa e muito apoio. Aproveitar as relações humanas é também uma vantagem, algo potenciado pela internet. A “receita” Fenabel tem resultado, como ter bons parceiros, boas relações humanas e muito trabalho.

Nunca pensou em diversificar o negócio, para além das cadeiras?

ML: Tudo o que for para sentar é negócio Fenabel. Se a empresa trabalhar bem o sentar, tem muito que trabalhar.

Que mensagem gostaria de deixar?

ML: Obrigado pelo apoio à Fenabel, por tudo o que fazem diariamente à empresa. O que somos hoje é o que seremos no futuro. O nosso sucesso é o resultado do sucesso de todos que trabalham connosco.

Volume de negócios…

ML: O ano passado faturamos à volta de oito milhões de euros. A Fenabel teve dois anos seguidos em que cresceu na ordem dos 12, 13 por cento. Este ano é mais uma vez de cimentação e crescimento, em que os indicadores apontam novamente para 12 por cento de aumento de volume de negócios.

O mercado apresenta dificuldade em recrutar colaboradores como por exemplo estofadores? 

ML: Já começa a haver esse problema e irá existir mais expressivamente no futuro. Por isso temos apostado na formação interna, com pessoas novas.

 

 

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